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O mundo com olhar oblíquo

Entre os séculos XVII e XVIII, o mundo incorpora elementos dos desenhos extravagantes da arte chinesa, e o ocidente começa a reproduzir o estilo Chinoiserie, surgindo a expressão “parece chinês, mas é feito na Europa.”

Chinoiserie —  por Adriana Drapala. Colmeias Design Redatora..

A expansão marítima e o exótico

A expansão marítima não nos proporcionou apenas o acesso ao comércio internacional, mas instigou principalmente, a nossa curiosidade pelos costumes culturais em terras muito distantes.

Tudo aquilo que nos encanta, e ao mesmo tempo, nos causa estranheza, chamamos de exótico, a Europa usou o exótico para definir a cultura dos países orientais, assim como, para nossos temas indígenas e até os africanos entraram nesse imbróglio

Europa e Brasil

Quando o estilo oriental começa a ser reproduzido na Europa, adere-se aos tons entre o vermelho e o dourado, e sua aplicação, nos interiores dos palácios, em cerâmicas, porcelanas, esculturas, pinturas, armários, baús, entre outros objetos decorativos.

No Brasil, o estilo oriental passa a compor nossa cultura através do movimento barroco e o rococó, nos tons vermelho, azul, dourado e branco, encontrados nas construções, nas obras de Aleijadinho e Athayde, em cidades como, Salvador, Olinda, João Pessoa, principalmente, em Minas.

O termo chinoiserie

Os traços refinados e graciosos dos desenhos orientais, e ação de reproduzi-los na arte ou na arquitetura ocidentais, passou a ser  chamado em 1880 de chinesice – ou, no francês, chinoiserie.

A curiosidade do mundo não era só pelo estilo oriental, a China já estava em primeiro lugar na economia do mundo e tinha um terço da população mundial, além do domínio total das mercadorias mais importantes do mercado internacional.

Os Seres que moram no fim da terra - Chinoiserie

Além disso, os gregos do século VIII a 146 A.C, já sabiam de um império que produzia a seda no Oriente, e os chamavam de Seres que moravam no fim da terra.

O estilo chinesice foi considerado um marco histórico no desenvolvimento do escambo entre o Oriente e o Ocidente e retirou-se da história da arte, no século XIX, com a chegada do neoclassicismo.

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